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Fundação Roberto Marinho

 

 

A fundação Roberto Marinho Denúncia

Autor: Roméro da Costa Machado

Roméro da Costa Machado: Foi auditor na Rede Globo e assessor especial do vice-presidente da Rede Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, O Boni.

São três livros . Aqui esta o resumo do primeiro livro.
"Rede Globo denúncia"

     Na Globo, já entrou uma velha maluca na sala do Dr. Roberto Marinho, que ninguém sabe de onde veio. Tem dezenas de ambulantes vendendo de tudo: de empadinha até cocaína e contrabando pesado.

     Fazer auditoria na Rede Globo, e não pegar ladrão era quase impossível.

     Eu invejava aquelas pessoas comuns que trabalhavam normalmente, tinham amigos normais e ignoravam a luta do dia dia do País. Pessoas que só conhecem a história oficial do JORNAL NACIONAL.

(A criação de um museu da TV)

     Imagine o primeiro museu da televisão, mostrando como se faz televisão. Mostrando a evolução da televisão no Brasil e no mundo. A evolução dos aparelhos de tv, enfim tudo sobre televisão. Sendo que você poderia assistir lá no museu, como numa fonte de consulta permanente, ou poderia comprar uma fita copiada pela Globovídeo, sobre qualquer assunto em arquivo no museu. Já imaginou? O Dr. Roberto iria ficar super-vaidoso. Daria emprego pra muita gente. Seria auto-sustentável, e a Globovídeo faturaria uma nota.

     O Boni não topou a idéia da criação de um museu da televisão por ser algo muito lucrativo para a Globovídeo, e ele não tinha nenhuma participação na Globovídeo. Pena não Ter ninguém defendendo os interesses do dono.

( Depois de uma reunião com o Francisco, auditor chefe)

     A reunião foi bastante longa, e eu consegui expor minuciosamente, como eu achava que deveria ser deflagrada a operação. Eu queria uma equipe de apoio. Uma equipe razoável na fundação/Rio e uma equipe pequena em São Paulo, com ampla liberdade para transitar, para que não soubessem como a coisa estava sendo coordenada, principalmente onde começava e terminava a auditoria.

     Eu me arrepiava só de pensar o que aconteceria se nós fossemos uma país evoluído e civilizado, com Sindicatos fortes. E se o Sindicato dos Artistas agisse contra a fundação?

     Mas infelizmente, o artista é um pedinte, pobre miserável, obrigado a engolir a dignidade em troca de sobrevivência.

     Quanto as notas fiscais compradas não havia novidade. Estávamos no Brasil e dentro da Globo. E, por estarmos no Brasil, ainda havia o exótico da questão, pois havia uma divisão: Notas fiscais "frias de boa fé", e "frias de má fé". Se quisesse para uma pessoa física (ator, por exemplo) e não se quisesse envolvimento de Imposto de renda, INPS, ISS, etc, comprava-se uma nota fiscal (pagando-se de 10% a 12%). Ou seja, dava-se o dinheiro ao ator e a porcentagem ao vendedor da nota, esta é a fria de "boa-fé".Já a fria de "má-fé" era aquela que não se pagava nada a ninguém, a não ser a porcentagem do vendedor da nota, e o dinheiro ficava para o Gerente ou o Diretor da rede Globo.

(Perguntado ao Matsumi, diretor do departamento de televisão, sobre como ele distinguia uma nota de outra)

     Eu não distingo. Se a produção quiser roubar, rouba. Se os diretores quiserem roubar, roubam. Não há controle algum. E, todos, inclusive eu, são suspeitos e passíveis de desvios de toda a sorte.

     A própria Rede Globo, que institucionalizou a sacanagem, vem de lá a criação de pagar uma pessoa física como pessoa jurídica. Por uma questão de concorrência, a Globo consegue pagar mais aos seus artistas e diretores porque não os paga como pessoas físicas (que tem altos impostos na fonte). Pagando os diretores e artistas como pessoas jurídicas, o valor bruto é alto e você só paga imposto se for burro, porque você deduz tudo como custo.

     Aqui na Globo quando você atinge uma faixa salarial alta ou um cargo elevado você deixa de ser pessoa física, para não pagar imposto e passa a ser uma pessoa jurídica. E aí começa a zona. Existe alguém neste país que ganhe muito e pague imposto?

     O Magaldi ( secretário geral da fundação ) age na cabeça do Dr. Roberto Marinho, lembrando que o Dr. Roberto tem rabo preso na mão dele. È uma das formas que Magaldi encontrou de subjugar o Dr. Roberto, é insinuando sempre que ele é homossexual, devasso, e que um fato obscuro ,envolvendo um dos filhos do Dr. Roberto, que atirou num rapaz, amante do pai, foi resolvido e abafado por ele, Magaldi. O Dr. Roberto, com medo, permiti ao Magaldi e a sua turma, todo o tipo de bandalheira aqui na fundação.

     O Magaldi engendrou algo diabólico contra o Dr. Roberto Marinho. Sabendo que o "velho" não admite a morte, e que ele tem dois grandes pavores: o primeiro é o medo de morrer, e o segundo é não querer que a igreja o abandone no meio da estrada, ele criou algo que coloca o "velho" contra a igreja, explorando este lado devasso do Dr. Roberto Marinho.

(Em tempos de diretas já)

     O mais constrangedor, era ter que fugir da inevitável sabatina política. Havia um movimento monstro pelas diretas já, e a Globo anunciava tudo, menos o movimento de povo na rua. Panelas batendo e buzinas na rua? Nem pensar. O país anunciado no Jornal Nacional da Globo era ótimo. Tudo estava bem. Não havia fome, miséria, insatisfação e nem nada.. E, assim como a maioria dos jornalistas dignos e que são proibidos de noticiar o que sabem, eu morreria de vergonha de trabalhar num veículo tão indigno. Tudo o que eu via era distorção da verdade, e verdades de uma perna só. Ouvir as duas versões ? Nem pensar. Meu sangue fervia como num miserável John Doe. Como esperar alguma coisa de um canal concedido, subserviente ao órgão concedente.

     Deixamos de ser Estados Unidos do Brasil para ser Republiqueta Federativa do Brasil por imposição dos Estados Unidos da América do Norte.

     O ramo do Dr. Roberto Marinho é comunicações. Ele quer um satélite exclusivo, e quer engolir a embratel. Além do mais, ele precisa controlar as concessões que forem dadas daqui para frente, para evitar concorrente forte.

(Em 1984)

     O Ministro das Comunicações indicado pelo Dr. Roberto Marinho, acabou sendo Antônio Carlos Magalhães, a Globo cancelou sem nenhum motivo, a retransmissão da programação da Globo pela TV Aratu, na Bahia, ao mesmo tempo em que autorizava esta retransmissão por uma televisão de um parente do Ministro Antônio Carlos Magalhães.

     Os telefones da Rede Globo, sempre foram grampeados. Era comum ligar para o Rio ou do Rio para São Paulo, e deixar recado no ar, pro outro interlocutor. (O assessor da Vice-Presidência de Operações da Globo é especialista em telefonia. Função meio estranha para um assessor).

(Operação pega-ladrão em São Paulo)

     Estão envolvidos o Diretor Regional de São Paulo (Leopoldo Collor de Melo) e o Diretor de Jornalismo (Dante Matiussi). Foi desencadeado um pega-ladrão, após a auditoria ambos os diretores foram demitidos.

(Documento entregue ao Magaldi - Secretario Geral da fundação)

     Listei os principais casos: uso de verba pública para cobrir projetos deficitários, verbas da Petrobrás obtidas ilegalmente, com pagamento de comissão (escândalo abafado pelo presidente da Petrobrás, que, por coincidência era vice - presidente da fundação Roberto Marinho), compra de notas frias para prestar contas com o MEC, pagamento a diretores e funcionários através de notas fiscais de Pessoa Jurídica, etc.

     Todos os eventos produzidos pela Globo era deficitário. Ainda que o evento fosse Roberto Carlos, Simone, Gal, ou qualquer outro. È que o número de safadezas e falcatruas era tão grande, que era impossível produzir um evento lucrativo.

( Festival dos Festivais)
(O autor deste livro esteve no festival para combater as falcatruas)

     O Boni esta feliz, o Festival é um sucesso. Está com todos os comercias bem vendidos e deu um puta lucro para a Globo.

     (o autor) - Acabei assistindo o final do festival em uma posição privilegiada. Vendo, ao vivo, ao pé do palco, e ao mesmo tempo com um monitor te TV, localizado na minha frente, que era assistido por Daniel Filho e Boni.

(Festival dos Festivais - A Farsa)

     Na finalíssima, antes de serem anunciadas as vencedoras, veio o Marcelo rosa, e logo atrás o Solano, da VTI, com os resultados do júri. Quando o Boni viu Mira Ira como vencedora, pegou o papel e esbravejou: esses merdas não entendem nada disso, votaram tudo errado. O Boni dirigiu-se para a sala do júri, e dentro de alguns minutos, voltou sorrindo, como um chefe que colocou tudo no lugar. Em seguida, foram sendo anunciadas as vencedoras, até que Tetê Espíndola, com Escrito nas Estrelas, foi aclamada, em delírio, como a grande vencedora do Festival.

(Os poderosos da Rede Globo Amedrontados com o autor deste livro, passou então a ameaça-lo)

     Sabendo que eu deixava, habitualmente, a minha família sozinha em são Paulo durante a semana, passaram a recortar notícias terríveis de jornais sangrentos como Notícias Populares, e punham alguns recortes dessas notícias na caixa de correio para atemorizar minha mulher e meus filhos: Seqüestro, estupro, morte, assassinato, estrangulamento, chacina, etc. Eram as notícias encontradas na caixa de correio. Minha mulher entrou em pânico, e passou a andar armada.

(Sonegação de Impostos)

     Motivado por uma série de fatores, e por um vazamento de informações boca a boca, já corria solta nos corredores da Globo e na central Globo de boatos a notícia de que havia algo de podre no escritório de Afrânio( contador do Boni). E aos círculos mais altos já começava a vazar a notícia sobre a BETH FARIA, que, inocentemente, ao ser indagada formalmente sobre pagamentos de imposto de Renda, apresentou como comprovantes guias frias quitadas. De pronto, envolvida em inquérito na polícia federal, livrou-se por ser filha de general e por trabalhar na Globo. A coisa começava a esquentar.

     José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni:

     Maior salário do Brasil, recebe restituição de Imposto de Renda, e seu filho, Boninho, declara á Receita Federal um salário mínimo por mês e mora em um apartamento próprio no valor de um milhão de dólares.

(José Bonifácio de Oliveira sobrinho, o Boni, chama o autor deste livro para uma conversa)

     Machado, está tudo resolvido. A polícia federal é da casa e não vai ter problema. Mas nós temos que dar um jeito na documentação falsa e no imposto de renda, senão fica o rabo de fora . como o Bráulio é sócio do Afrânio nas transações de imposto de renda, vamos comprar os dois, o Bráulio revisa os livros e dá um OK em tudo. Daí a gente banca a promoção dele para delegado da receita e mais tarde para secretário da receita, e fica tudo em casa, e na mão da gente, eu já acertei tudo com eles. Já mandei preparar o cheque, e queria que você fosse como testemunha, para não ter problemas.

     Mais espantado fiquei ao testemunhar a transação. Afrânio recebeu o cheque e assinou uma promissória. O Bráulio recebeu a parte dele, simples e tranqüilamente.

     (obs: O Sr. Bráulio Café passou á posição de Delegado da Receita no Estado do Rio de Janeiro, com inexorável perspectiva de vir a ser o próximo Secretário da Receita federal.)

     Diante do ocorrido, da realidade dos fatos e em face do que se delineava no horizonte, abri mão também, de ajudar OS TRAPALHÕES, que estavam mais atrapalhados do que tudo no mundo. Haviam sido iludidos por um outro contador e pelo gerente deles, fiquei com pena, e comecei a ajudá-los. Mas, na medida em que vi que a coisa era irreversível, que já estava na forma de processo constituído e dívida ativa, e que a solução era novamente, via Bráulio, pedi sinceras desculpas, e deixei-os transarem diretamente com Bráulio.

(Conversa do autor deste livro com um outro auditor)

     Recebi um convite formal do Boni para ser assessor dele, e vou aceitar. Vou mergulhar fundo, levantar tudo por dentro, igual na fundação, só que com um panorama infinitamente maior, para mim esta só começando. Vou rever tudo dentro da Globo, ponto por ponto..........Contra bandido, só banditismo. É a única linguagem que eles entendem. O jogo deles não me assusta.........Eu só quero é fazer a minha parte. Nada muda, e nada mudará, ainda que eu conte tudo. Pois, no fundo, no fundo, tudo que possa ser revelado é a cara do Brasil.......Só o medo da salvageria pode mudar isto tudo. Só quando os impunes se sentirem caçados por injustiçados, é que eles irão propor um cessar fogo social. E estamos muito perto disto acontecer. Os impunes têm endereço público. Estão nas manchetes de jornais, nas colunas sociais e nos elogios da Globo.

Até lá vamos Ter que comer muita grama. Vamos assistir, no JORNAL oficial NACIONAL, patrocinado, descaradamente, por anúncios com verbas públicas não controladas, via Embratel, o balé dos colunáveis terceiromundistas e contraventores sociais. E, no bloco econômico: A Petrobrás descobre novo poço de petróleo (logo após Roberto Marinho comprar um pacote de ações, no cambio negro).

Um amigo pergunta:
-Qual é a sua idéia e quais são os seus planos para esta assessoria?
-Bem.... o negócio é o seguinte: eu vou entrar

 

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