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Stalin

 

Stálin no poder 

Para melhor entendermos como andavam as condições de vida na Rússia antes da tomada de poder de Stálin, devemos analisar as medidas tomadas por Lênin, sendo a mais importante delas a NEP (Nova Política Econômica). A coletivização dos meios, desde as condições necessárias à produção até a distribuição da mesma era controlada pelo estado, isto causava grande descontentamento e atritos; para acabar então com esse “comunismo de guerra” Lênin propôs a NEP (em vigor até 1928), que em resumo pretendia dar aos camponeses e setores da burguesia certa margem de lucro. Para que esta tivesse algum sucesso, foram introduzidas medidas do capitalismo como salários, propriedades privadas, comércio do excedente produzido, etc. Alcançou resultados favoráveis que possibilitaram certo alívio à população duramente privada nos anos anteriores. 
Lênin surpreendeu com sua morte prematura em 1924, desencadeando uma luta entre as facções dos prováveis sucessores, Leon Trotsky e Josef Stálin. Este último se fez vencedor, Josef Stálin, eis o nome de quem governou a União Soviética de 1927 até o dia de sua morte, no ano de 1953. 
“Ao diabo com a NEP” foram as palavras usadas por ele em um artigo de jornal para evidenciar seu parecer a respeito desta forma sócio-econômica. Portanto, em 1928 pôs fim à NEP dando início aos seus Planos Qüinqüenais, que visavam primordialmente industrializar e modernizar a atrasada nação no mais curto espaço de tempo possível. Dando preferência à indústria pesada, esses planos privilegiavam à produção de aço, máquinas, energia elétrica e minérios. O problema foi o abandono a indústria de bens de consumo, visto que, esta sendo colocada em segundo plano, o nível da qualidade de vida da população continuou baixo. 
Visando acima de tudo a socialização dos meios, Stálin pôs fim definitivo à propriedade privada de terra, dando lugar a explorações pelas cooperativas de camponeses, os chamados Kolkozes, ou ainda por grandes empresas agrícolas do Estado, os Sovkozes. Da mesma maneira, camponeses e operários industriais não tinham direito à produção, recebiam salário por seus esforços. O comércio da produção era feito por empresas estatais ou cooperativas de produtores e consumidores. Esse sistema que recebeu o nome de Coletivização Forçada, desagradou muitos camponeses, aos quais Stálin não pensou duas vezes antes de lanças campanha de dura repressão que levou centenas de milhares à morte. 




À 1939, pode-se dizer que já não existiam na União Soviética empresas privadas. Fábricas, minas, serviços de transporte, estradas de ferro, serviços de utilidade pública pertenciam à URSS. 
Apesar dessa política de Planos Qüinqüenais se mostrar como dura e repressora, proporcionou resultados que permitiram já no final da década de 30 estabelecer a União Soviética com uma das novas potências mundiais. A produção esteve como nunca foi vista: 
de 1913 para 1938, a produção de carvão passou de 29 milhões de toneladas, para 160 milhões, a de petróleo pulou de 9 para 30 milhões e a de aço de 4 para 18 milhões de toneladas. Os novos métodos agrícolas e aumento das áreas de cultivo permitiram bom crescimento da produção. A área social de um salto: 30% a menos de analfabetos, boa parcela da população passou a ter acesso a educação, creches e escolas davam segurança as mães trabalhadoras que podiam contar com bons serviços e os hospitais e serviços de saúde passaram a ser utilizados pela maioria da população. 
Mas como tudo tem seu preço, a repressão instaurada por Stálin acabou com toda a liberdade de expressão, os sovietes – conselhos de trabalhadores – viraram decoração, já que não exerciam a mínima influência. Em torno de 1944, os principais líderes da Revolução haviam sido mortos – Trotsky, Kamenev, Zinoviev e Bukharin – através dos chamados “processos de Moscou”. 
Um dos maiores acontecimentos negativos da humanidade se deu enquanto Stálin estava no poder, a Segunda Guerra Mundial. Aliada ao Aliados mostrou-se importante em pontos decisivos da guerra. Em 1941 Hitler declarou guerra a URSS, já que precisava de seus recursos agrícolas e industriais. A imagem de que seria fácil, provou que imagem não é nada, pois a URSS tinha bons trunfos a seu favor, como por exemplo o bom conhecimento dos soldados a respeito do território, o clima e o solo, aos quais os equipamentos pesados alemães insistiam em não se adaptarem e acima de todos os fatores, a vontades dos soviéticos de lutarem até o fim. Apesar disso, atingiram Moscou facilmente e quando pararam para se restabelecerem, foram surpreendidos pelo duro inverno soviético. O contra-ataque veio e os alemães foram obrigados a recuar cerca de 100 km. As tropas alemãs se dividiram em dois eixos para alcançarem as jazidas de petróleo que visavam. Um dos eixos se deparou com o recuo de “terra devastada”. O outro eixo fortalecido por mais tropas alcançou Stalingrado, cidade de grande ponto estratégico. Esta foi tomada e depois retomada, marcando o início da ofensiva contra a Alemanha. Stalingrado se tornou uma batalha tão importante que virou tema de filme: “A Batalha de Stalingrado” (RECOMENDADO). Daí em diante a soberania dos aliados foi aumentando até o fim da guerra. Assim é marcada a presença de uma das maiores potências da época dentro da maior guerra já vista pelo homem.Assim se deu a soberania de Stálin, marcada pela repressão e políticas socialistas implantadas a base de violência e imposição. 
Após o término da Segunda grande Guerra, o mundo dividiu-se em torno dos dois grandes vencedores: de um lado, os Estados Unidos, representando o mundo capitalista; de outro lado, a União Soviética, reunindo os países socialistas. Era o início da Guerra Fria.

 

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